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18 novembro 2011

Jacinta e o Tricô


Neste último ano lectivo (2010/2011), na sequência das aulas de apoio especial, e com a dedicada ajuda das professoras, a Jacinta aprendeu a fazer tricô.
Inicialmente, não acreditamos que fosse possível mas, passado algum tempo depois de recebida a notícia, a Jacinta apareceu em casa com um cachecol ao pescoço. Foi a prova que faltava!!
Começamos a comprar-lhe agulhas e lã matizada para ver o que era capaz de fazer. Começaram a surgir cachecóis cada vez mais perfeitos, que com orgulho aquecerão o pescoço das irmãs no frio inverno. E não foram apenas cachecóis, também fez uma bolsa e o mais surpreendente foi uma camisola que fez sob orientação da mãe.
Todo este trabalho incansável da Jacinta pode ser visto através do vídeo.


Cada vez mais, ter uma dificuldade não é um impedimento para ser-se parte integrante da sociedade. E cada sorriso de satisfação da Jacinta, a fazer mais um cachecol, é como um remédio para o dia-a-dia!!

“Façam o favor de ser felizes” (Raul Solnado)

16 novembro 2011

Ser útil

.....No decorrer deste último ano, a Jacinta tem vindo a desenvolver muitos trabalhos artesanais. Pois é, uma simples criança autista teve a capacidade de aprender a fazer aquilo a que chamamos tapeçaria em trapilho.
.....A força de vontade e a necessidade de se sentir útil fez com que a Jacinta tivesse garra de com uma simples rede de esmirna encaixar, um a um, todos os bocadinhos de trapilho, até formar um tapete. E não foi só um que fez, pois tomou-lhe o gosto e fez outro. Claro que o apoio das professoras foi muito importante, pois o seu olhar atento não deixava que a Jacinta perdesse o ânimo ou falhasse um ponto.

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Hoje temos a prova que todos somos iguais, apesar das nossas diferenças, e que as crianças autistas escondem dentro delas um pequeno génio!!

21 fevereiro 2011

Deslumbramentos

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......Este desenho foi feito pela Jacinta, com a esferográfica, num momento em que ela estava sozinha, em meados de 2008. Na altura, as únicas formas que ela sabia desenhar eram círculos e traços, e nunca os tinha associado. Não sabia desenhar outras formas, no entanto, foi a primeira vez que as conjugou e conseguiu fazer imagens. Com elas surgiu este desenho, para mim maravilhoso e que me diz muito.
......Gostava que apreciassem e me dissessem o que vêem! Gostava também de ter opiniões a nível profissional.
.....................................................................A MÃE

09 abril 2010

Diferentes Visões


....Durante todo este tempo que estive sem escrever, a Jacinta foi desenvolvendo outras aptidões que ainda não conhecíamos. Aprendeu novas técnicas, realizou novas actividades, teve novas ocupações...
.....O que tenho para mostrar hoje é a forma como ela reproduziu uma tela... Vejam por vocês qual a perspectiva que uma criança autista tem do nosso mundo. O que para nós é um simples e traçado pôr-do-sol, para a Jacinta é um misto de sensações que só ela é capaz de expressar e perceber.
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............................................................Não é uma Maravilha?



.....Comentem :)

10 fevereiro 2009

Autismo, afinal o que é?

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...... «O meu desenvolvimento não é absurdo, ainda que não seja fácil de compreender. Tem a sua própria lógica e muitas das condutas a que chamais “alteradas” são formas de enfrentar o mundo segundo a minha maneira especial de ser e perceber. Faz um esforço para me compreender.»
................................................................................................................................ Riviere, 1996
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O termo Autismo deriva da palavra grega Autos que significa “Próprio/Eu” e Ismo que traduz uma orientação ou estado. De uma forma mais simples, a palavra Autismo designa o estado de alguém que se apresenta, de uma forma pouco própria, absorvido em si mesmo (Marques, 2000).
Ao autismo pode chamar-se também de “Síndrome de Kanner”, “Autismo Infantil” ou “Psicose Infantil”. Este aparece, geralmente, nos três primeiros anos de vida. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer raça, etnia ou estatuto social.
É uma perturbação que se divide em três domínios do nível funcional: interacções sociais, comunicação e comportamentos focalizados e repetitivos. O balançar do corpo, os gestos e os sons repetitivos são comuns em autistas, sendo mais frequentes em situações de maior ansiedade. A insistência na repetição é, então, uma particularidade do autismo e é por isso que as pessoas com autismo têm rotinas, por vezes inflexíveis, ficando perturbadas quando qualquer acontecimento impede ou modifica essas rotinas. O autismo pode ser acompanhado por fobias, perturbações de sono ou da alimentação e crises de birra ou agressividade.
A criança autista tem uma aparência totalmente normal e pode passar por um período de normalidade antes da manifestação dos sintomas. Os autistas não demonstram, inicialmente, as suas emoções e ignoram as pessoas, principalmente, quando solicitados.
Na adolescência, um autista, além das características comuns desta condição psicológica, junta ainda os problemas próprios desta fase de vida, no entanto, o facto de estar numa idade jovem pode ajudar a que haja uma melhor capacidade de se relacionar socialmente com aqueles que o rodeiam, ou, pelo contrário, pode voltar a fazer birras e mostrar-se mais agressivo consigo próprio ou com quem o rodeia.
Na idade adulta, a maioria dos autistas continua a precisar de uma atenção especializada. Embora não sendo comum, algumas pessoas autistas “podem trabalhar num sistema normal de emprego, desenvolvendo tarefas organizadas segundo uma rotina regular, que lhes permita usar destrezas não dependentes da linguagem, que não exijam muito contacto com outras pessoas e que não necessitem de flexibilidade de pensamento” (Riviere, 1994).
De acordo com psiquiatras, um autista pode ficar curado sob o ponto de vista psicossocial, mas dificilmente tem uma reabilitação completa do ponto de vista técnico e prático do distúrbio. Apesar de ser uma condição permanente, não é uma sentença de morte e se os familiares se informarem e possuírem uma boa base familiar e emocional, um autista poderá viver em harmonia e felicidade, dentro das suas limitações.

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09 fevereiro 2009

Pinturas de uma autista

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Neste capítulo, a única coisa que queremos é mostrar-vos todos os desenhos da Jacinta... embora o vídeo seja grande, vale a pena ver com atenção... é com toda a dedicação e amor, que esta nossa criança autista os realiza... conseguimos ver em seus lábios a alegria de pintar estas folhas brancas... começou por pintar com a ajuda da irmã mais nova, na altura de 6 anos, mas depressa ganhou autonomia para pegar em lapis de cor, ou de cera e por vezes até em marcadores, e desenhar por sua própria mão as maravilhosas figuras que podemos observar...
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COMENTEM... :)
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26 janeiro 2009

Imagem do mundo




Sonhar não é apenas imaginar, mas conseguir concretizar…
Foi assim que tudo começou, num sonho… Começou a nascer em pequenos círculos e hoje se concretizam em mais de 70 desenhos…
Pois é… estou a falar de uma criança autista com um talento especial… a arte corre-lhe nas veias, e com pequenos lápis de cera faz nascer desenhos lindos… a origem e o nome não sabemos determinar, o estilo???.. Talvez o próprio… como sabemos os autistas vivem no seu próprio mundo… Criam e recriam as suas vivências… São simples e puramente crianças, com um desejo próprio de serem felizes…

08 janeiro 2009

A importância da família

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Num mundo em que tudo o que nos rodeia é carregado pelo stress e rotina, o autismo é uma simples e sossegada maneira de viver...
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A família é um meio muito importante para que uma criança autista se consiga integrar de forma natural e saudável na sociedade.
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Podemos ver a satisfação desta criança autista, nos seus 13 anos, a pintar e a expressar o que lhe vai na alma... os seus desenhos dizem o que a boca nao consegue expessar...
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A família é o porto seguro onde ela se sente feliz, apoiada e acima de tudo amada!!